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Artigo Assinado

08/03/2017

Não à violência contra as mulheres!

No Dia Internacional da Mulher, artigo do Prof. Dr. Aldo Fornazieri reflete sobre os números alarmantes de violência contra as mulheres.

NÃO À VILÊNCIA CONTRA AS MULHERES
 
Este dia 8 de março de 2017, Dia Internacional da Mulher, deve ser um dia de apreensão e reflexão. Nas últimas semanas as notícias de atos de violência contra as mulheres chegaram a níveis que mostram a crescente e incontida agressividade masculina, a desumanização da sociedade e o retrocesso civilizatório. O Brasil se situa no quinto lugar dentre os países que mais praticam a violência contra a mulher. Não é aceitável que naturalizemos essa tragédia, assim como já naturalizamos a violência em geral e a violência no trânsito. 
 
A indiferença em relação à violência contra a mulher se constitui numa capa protetora para que este tipo de crime continue sendo perpetrado de forma crescente e impune. Embora tenham ocorrido avanços, a exemplo da Lei Maria da Penha, o fato é que muitos desses instrumentos são inefetivos. Quantas mulheres não denunciam a violência nas delegacias e nenhuma medida protetiva é tomada? Muitas delas voltam a ser agredidas, quando não assassinadas, após as denúncias.
 
Hoje são mais de 5 mil mulheres mortas por ano em casos típicos de violência contra a mulher. Nos últimos 10 anos, os homicídios de mulheres negras cresceram 54%. Dados do Ministério da Saúde mostram que 89% dos casos de violência sexual são cometidos contra pessoas do sexo feminino de baixa escolaridade. Deste total, 70% são de crianças e adolescentes. Outros dados mostram que 5 mulheres são espancadas a cada 2 minutos, que uma em cada cinco mulheres afirma ter sofrido algum tipo de violência por parte de homens e que 3 em cada 5 mulheres jovens sofreram algum tipo de violência nos relacionamentos. 
 
Estes e outros números mostram a situação brutal e inaceitável em que vivemos. Mostram que é preciso adotar atitudes drásticas no campo das denúncias, das punições, da mudança dos padrões culturais e morais da nossa sociedade. Não podemos ser tolerantes com os intolerantes, com aqueles que reduzem as mulheres a meras coisas passíveis de todo tipo de discriminação, abuso e violência. É certo que as mulheres sofrem vários outros tipos de discriminações que precisam ser combatidas. Mas precisamos nos dar conta de que estamos involuindo na questão mais elementar que separa a civilização e a barbárie, que é a questão da violência. É preciso fazer esta violência retroagir se a sociedade brasileira quiser ostentar algum qualificativo de dignidade. 
 
Aldo Fornazieri – Diretor Acadêmico/FESPSP  
 
 



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