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#SeminarioFESPSP

05/10/2017

GT12 – A política contemporânea nos meios de comunicação de massa e como expressão do universo imagético

Na última mesa, coordenada pelas professoras Tathiana Senne Chicarino (FESPSP/PUC-SP) e Cristina Maranhão (SENAC/PUC-SP), seis pesquisas são apresentadas.

As atividades do Seminário FESPSP 2017 terminaram, neste ano nós discutimos As Incertezas do Trabalho. Na última reunião do Grupo de Trabalho 12, na quinta-feira, 5 de outubro, submeteram seus trabalhos para discussão os pesquisadores: Andrezza Catharina Camera (UFG); Karen Christina Dias da Fonseca, Claudio Luis de Camargo Penteado e Sidney Jard da Silva (UFABC); Joyce Miranda Leão Martins (PUC-SP); Mércia Alves (UFSCar); Brauner Geraldo Cruz Junior, Giuliana Fiacadori e Rafael Akio de Miranda Pinto (UFABC); e Michel Carvalho da Silva (UFABC). A mesa foi coordenada pelas professoras Tathiana Senne Chicarino e Cristina Maranhão. O professor Telmo Estevinho, doutor em Ciências Sociais pela PUC-SP, foi convidado para debater os temas desta mesa, intitulada “A política e os meios”.

 

Em sua pesquisa intitulada “O uso das mídias sociais na comunicação política: uma análise sobre a interação de eleitos e eleitores”, Andrezza Catharina Camera, da UFG, realizou “uma análise do discurso político nas mídias sociais, levando em conta a interação individual dos eleitores com os eleitos, e o impacto que isso tem nas eleições. Para tal foi realizado um levantamento bibliográfico na ferramenta Google Acadêmico onde selecionaram-se artigos, dissertações e teses a respeito do discurso político nas mídias sociais digitais, e o impacto das redes sociais, como Facebook e Twitter, nas eleições presidenciais dos últimos dois anos”.

 

Já os pesquisadores Karen Christina Dias da Fonseca, Claudio Luis de Camargo Penteado e Sidney Jard da Silva (UFABC) dissertaram sobre “O fim do lulismo? As representações do lulismo na mídia pós-impeachment”, onde verificaram “os discursos sobre o lulismo veiculados por duas revistas brasileiras, Carta Capital e Veja, após o episódio do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, que governou o país de 2011 a 31 de agosto de 2016. Esta análise nos permitiu compreender as diferentes representações e os diferentes significados que estes discursos conferem a este fenômeno político, bem como as possibilidades e entraves colocados para a sua continuidade. Deste modo, foi possível identificar os sentidos dos discursos veiculados por estas publicações relevantes no cenário político brasileiro, além de compreender como o termo lulismo é representado por uma parcela da mídia brasileira”.

 

Joyce Miranda Leão Martins, doutora pela PUC-SP, falou sobre “Campanha municipal em tempos de democracia de público: Luizianne Lins e os usos do gênero nas propagandas eleitorais de 2008”, sua pesquisa que trata sobre como “Os governos representativos ocidentais estão inscritos no que Manin (1995) chamou de “democracia de público”: momento em que as imagens públicas das lideranças políticas, veiculadas a partir dos meios de comunicação, são fundamentais nos jogos do poder. O tipo ideal (weberiano) descrito por Manin destaca a centralidade da mídia na política em sociedades nas quais a comunicação midiática não só tem controle do espaço público, mas transformou substancialmente a sua natureza: as imagens elaboradas pelos meios de comunicação substituem os grandes relatos, enfatizando características de certos personagens; o público se isola dentro da situação de espectador, a partir de relatos que se esgotam em si mesmos (Ortega, 2011, p.33). Nesse contexto, as campanhas eleitorais, portas de entrada no espaço público do poder, também sofreram vicissitudes, deslocando seus cenários, paulatinamente, das praças para as telas. Entendendo que as campanhas servem para pensar “aspectos importantes dos processos de permanências e mutações das representações sociais e valores morais que marcam a nossa cultura” (Carvalho, 2013, p.289), este trabalho busca observar a campanha televisiva de Luizianne Lins (PT) à prefeitura de Fortaleza, em 2008, quando tentava sua reeleição”.

 

“Meios e eleições municipais: discutindo campanhas tradicionais a partir de casos paulistas” foi o tema de pesquisa apresentado pela doutoranda Mércia Alves (UFSCar), em que “relaciona a atuação dos partidos políticos ao planejamento estratégico de suas campanhas, e a adaptação dessas instituições aos meios de comunicação nos processos eleitorais. O principal argumento é que as campanhas nos municípios brasileiros tendem a mesclar técnicas tradicionais e modernas. Isso por condicionantes técnicos e financeiros que estão diretamente relacionados ao porte dessas cidades, e à dinâmica da competição partidária local. Assim este trabalho visa agregar dados sobre as especificidades das campanhas eleitorais locais, um recorte que representa uma, na ciência política brasileira, principalmente fora dos eixos das capitais”.

 

Em sua pesquisa intitulada “A grande mídia nas redes sociais: um estudo das publicações de páginas jornalísticas no Facebook”, o grupo formado por Brauner Geraldo Cruz Junior, Giuliana Fiacadori e Rafael Akio de Miranda Pinto, da UFABC, falou sobre “um novo formato integrado de comunicação, o objetivo principal deste trabalho é estudar a atuação da mídia tradicional dentro da esfera pública interconectada, na qual as grandes companhias não controlam o fluxo de informações (Benkler, 2006). Busca-se identificar qual mídia tradicional gera mais engajamento no Facebook, quais temas são mais pautados por essas mídias e quais temas recebem mais engajamento dos usuários. Os resultados indicam que as redes sociais, como o Facebook, se tornaram uma nova plataforma para a divulgação de informações alterando o modelo de produção e circulação da antiga lógica da mídia de massa tradicional, para uma nova lógica de mídia em rede (Klinger & Svensson, 2014) que traz consequências para a compreensão da comunicação política contemporânea”.

 

Michel Carvalho da Silva, doutorando pela UFABC, falou sobre “A relação entre a comunicação institucional do senado no facebook e os mecanismos de letramento político”, sua pesquisa que trata sobre “as publicações do Senado Federal do Facebook, verificando se os conteúdos disponibilizados apresentam elementos que auxiliam na compreensão da sociedade acerca de assuntos da agenda política e dos processos legislativos. Para realizar a pesquisa, as vinte postagens que obtiveram o maior grau de engajamento em 2016 na página do Senado no Facebook foram classificadas, observando o caráter instrutivo dessas publicações, a partir das categorias de formação legislativa, informação e participação. Para efeito de análise, foram considerados os elementos discursivos, os recursos visuais e os links utilizados em cada postagem”.

 

Seminário FESPSP 2017

Tradicional no calendário de eventos de pesquisas acadêmicas, o Seminário FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo) na edição 2017 discutirá as Incertezas do Trabalho, em um momento singular na política nacional e no cenário global, em meio a discussões de Reformas Trabalhistas e Previdenciárias em vários países e à aproximação de uma 4ª Revolução Industrial, que já está mudando a forma como lidamos com o trabalho, de formas positivas e negativas. As Conferências, os minicursos, os grupos de trabalho e as reuniões da Cicla das 5 acontecerão entre os dias 2 e 5 de outubro, no campus FESPSP (Rua General Jardim, 522 – Vila Buarque – São Paulo/SP). Saiba mais sobre a programação e as inscrições aqui.

 



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