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#SeminarioFESPSP

05/10/2017

GT10 – Sociedade e meio ambiente

Nas duas mesas, coordenada pelos professores Luciana Pranzetti Barreira e Francisco de Assis Souza Dantas, sete pesquisas são apresentadas.

As atividades do Seminário FESPSP 2017 terminaram, neste ano discutimos As Incertezas do Trabalho. Nas duas reuniões do Grupo de Trabalho 10, nesta quinta-feira, 5 de outubro, submeteram seus trabalhos para discussão os pesquisadores: Felipe de Oliveira Queiroz (Unifesp); Patrícia Bamban, Everton Viesba Garcia e Marilena Rosalen (Unifesp/Unifesp/USP); Valdir Lamim Guedes (FE-USP); Paula Guimarães, Everton Viesba Garcia e Marilena Rosalen (Unifesp/Unifesp/USP); Kelly Danielly da Silva Alcantara Fratta, Juliana Tófano de Campos Leite Toneli e Graziella Colato Antonio(UFABC); Francisco de Assis Souza Dantas (FESPSP); Luciana Pranzetti Barreira; Elcires Pimenta Freire e Edson Aguiar Moreira Neto (FESPSP). A mesa foi coordenada pelos professores Luciana Pranzetti Barreira e Francisco de Assis Souza Dantas. Os professores Aldo Fornazieri e Elcires Pimenta Freire foram convidados para debater os temas destas mesas.

 

Em sua pesquisa intitulada “Marxismo e Jared Diamond: um diálogo possível para a perspectiva do trabalho”, Felipe de Oliveira Queiroz, mestrando pela Unifesp, pretende contribuir “com a discussão da teoria marxista sobretudo com relação à gênese do chamado Mundo do Trabalho, de modo a preencher lacunas das discussões recorrentes sobre o trabalho como elemento ontológico de maneira dialética, sobretudo contribuindo com as abordagens engelianas, estas até hoje consideradas por marxistas e lukacsianos como recursos para a interpretação do mundo. O início da exploração do homem pelo homem foi o que caracterizou a mudança do "comunismo primitivo" para o escravismo, acontecimento que foi definido pela desigualdade de disponibilidade de matérias-primas entre diferentes povos e espaços”.

 

Já o grupo formado por Patrícia Bamban, Everton Viesba Garcia e Marilena Rosalen (Unifesp/Unifesp/USP) escreve: “Como parte do processo industrial, os meios de comunicação ganharam notoriedade, instigando o consumo desenfreado, posteriormente, diversos produtos foram se tornando alvo de obsolescência programada, surge o consumismo. A educação enquanto campo de transformação é uma das formas de se combater o consumismo, pois possibilita a formação crítica, a sensibilização e conscientização necessárias para o equilíbrio da vida humana na Terra”.

 

Valdir Lamim Guedes, doutorando pela FE-USP, falou sobre “Um design instrucional específico para a educação ambiental?”, sua pesquisa que trata sobre “O fenômeno de crescimento e massificação da Educação a Distância (EaD), possibilitado pela Web 2.0, favoreceu enormemente o oferecimento de cursos de formação on-line de educadores ambientais. Neste trabalho abordaremos alguns aspectos relacionados ao Design instrucional (DI) destes cursos. Um curso EaD de formação de educadores ambientais deve contribuir para melhores práticas educativas na educação escolar e não-escolar (como museus, parques e ONGs). Assim, o curso deve tratar da relação entre aspectos teóricos e práticos, fomentando a troca de experiências entre os alunos e mediador, permitindo uma construção coletiva do conhecimento”.

 

“Outras perspectivas: percepção ambiental em um curso de extensão para professores” foi o tema de pesquisa apresentado pelo grupo formado por Paula Guimarães, Everton Viesba Garcia e Marilena Rosalen (Unifesp/Unifesp/USP), em que apontam: “A percepção ambiental é um tema atual e relevante que precisa ser aprofundando, entendida como instrumento para minimizar os problemas socioambientais. Diversos estudos realizados em escolas brasileiras avaliam que, em modo geral, os estudantes e professores possuem boa percepção ambiental. A grande dificuldade gira em torno do estimulo e da praticidade das questões relativas às problemáticas socioambientais, entende-se que o ser humano compreende a importância da natureza, preservação e conservação da biodiversidade, bens e serviços ambientais, no entanto, essa compreensão é fraca, pois não é acompanhada de um pensamento crítico-reflexivo. Ou seja, é muito comum observar nas escolas que se entende a importância do meio ambiente, mas não se sabe o que fazer para amenizar os problemas, o que nos remete a importância de estudos e práticas no campo da Educação Ambiental (EA) estimulando a percepção ambiental de professores e alunos”.

 

Em sua pesquisa intitulada “A importância da gestão integrada no aproveitamento energético dos resíduos sólidos urbanos no aterro municipal de Santo André”, o grupo formado por Kelly Danielly da Silva Alcantara Fratta, Juliana Tófano de Campos Leite Toneli e Graziella Colato Antonio, os três da UFABC, tratou sobre “os tratamentos energéticos podem ser aplicados à gestão integrada dos RSU, o que gera enormes benefícios, entre eles, os benefícios sociais, ambientais e de saneamento para o município, além de ser possível a geração de energia através dos resíduos o que poderá gerar um faturamento adicional para o município. Por fim, é importante salientar que, para que a proposta de viabilização do aproveitamento energético e a aplicação da gestão integrada no setor dos resíduos seja implantada, não se deve esquecer dos desafios atuais que estão concentrados nos setores políticos, econômico e culturais existentes na sociedade”.

 

Já o doutor Francisco de Assis Souza Dantas (FESPSP) dissertou sobre a “Política Nacional de Resíduos Sólidos: coleta seletiva para materiais recicláveis, o papel dos catadores”, onde verificou que “a falta de organização do setor leva os diversos atores envolvidos no assunto a agirem de maneira dispersa e pulverizada, tanto nos trabalhos acadêmicos como na gestão propriamente dita”, e escreveu que “será dado eco ao exposto no "Seminário: Política Nacional de Resíduos Sólidos: Avanços e Desafios de Implementação e Monitoramento de Resíduos Urbanos" promovido pela Divisão Científica de Gestão, Ciência e Tecnologia Ambiental do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo e o Observatório da Política Nacional de Resíduos Sólidos - OPNRS, realizado no dia 16 de Agosto de 2017 no auditório do IEE/USP. Pretende-se assim promover um debate amplo com os participantes e aprimorar uma proposta de inserção do "Núcleo de Estudos e Pesquisas Socioambientais da FESPSP" neste assunto de extrema importância para o nosso país”.

 

Luciana Pranzetti Barreira, Elcires Pimenta Freire e Edson Aguiar Moreira Neto, da FESPSP, falaram sobre “Capacitação de gestores municipais do Piauí para elaboração participativa de planos municipais de saneamento e de gestão integrada de resíduos sólidos”, pesquisa em que “no sentido de empoderar os gestores municipais para a elaboração e implementação da sua política municipal, os pesquisadores da FESPSP conceberam e aplicaram nova proposta de metodologia para apoio a municípios do Estado do Piauí com menos de 50 mil habitantes. Esta metodologia traz uma nova abordagem de capacitação e qualificação dos gestores municipais no sentido de fortalecer a sua autonomia e controle no desenvolvimento de ações voltadas a melhoria e transformação da realidade nesses municípios. A definição de empoderamento se aproxima da noção de autonomia uma vez que se refere à capacidade dos indivíduos e grupos decidirem sobre questões que lhes dizem respeito, definindo estratégias e ações nas esferas política, econômica, cultural e social. Neste sentido, é apresentado o caso do Estado do Piauí para o desenvolvimento e elaboração de Planos Municipais de Saneamento e de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos”.

 

Seminário FESPSP 2017

Tradicional no calendário de eventos de pesquisas acadêmicas, o Seminário FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo) na edição 2017 discutirá as Incertezas do Trabalho, em um momento singular na política nacional e no cenário global, em meio a discussões de Reformas Trabalhistas e Previdenciárias em vários países e à aproximação de uma 4ª Revolução Industrial, que já está mudando a forma como lidamos com o trabalho, de formas positivas e negativas. As Conferências, os minicursos, os grupos de trabalho e as reuniões da Cicla das 5 acontecerão entre os dias 2 e 5 de outubro, no campus FESPSP (Rua General Jardim, 522 – Vila Buarque – São Paulo/SP). Saiba mais sobre a programação e as inscrições aqui.

 



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