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#SeminarioFESPSP

05/10/2017

GT02 – Crise das democracias contemporâneas: partidos, eleições e cidadania (última mesa)

Na última mesa, coordenadas pelas professoras Roseli Martins Coelho (FESPSP) e Merilyn Escobar (PUC-SP), quatro pesquisadores apresentam seus trabalhos.

As atividades do Seminário FESPSP 2017 terminaram, neste ano discutimos As Incertezas do Trabalho. Na última reunião do Grupo de Trabalho 02, na quinta-feira, 5 de outubro, os pesquisadores Nina Santos, Vinicius N. Gentil (UERJ), Ederson Duda da Silva (FESPSP) e Daniel de Almeida Soares (FESPSP) submeteram seus trabalhos para discussão. A mesa foi coordenada pelas professoras Roseli Martins Coelho (FESPSP) e Merilyn Escobar (PUC-SP). As pesquisadoras Dra. Lilian Muneiro (UFRN) e Ma. Luciana Silveira (FESPSP) foram convidadas para debater os temas desta mesa.

 

Em sua pesquisa intitulada “Ecossistema de comunicação dos protestos de junho de 2013: consequências para o campo da comunicação política”, a doutoranda Nina Santos escreve: “As manifestações de junho de 2013 impactaram intensamente a vida política brasileira e geraram consequências que se desenrolam até os dias atuais. A compreensão desse fenômeno é extremamente complexa e pode ser feita a partir de diversos ângulos. Entre incertezas incalculáveis deste processo, o papel central da comunicação no desenrolar dos eventos parece um dos poucos pontos de consenso. Embora a importância, o poder e as consequências deste papel sejam altamente controversas entre os analistas, o fato de que a mídia profissional e as mídias sociais têm sido um dos elementos definidores desse processo é inegável”.

 

Já o doutorando Vinicius N. Gentil (UERJ) dissertou sobre “A oposição tem um partido no Rio: a consolidação do PSOL como realidade nas disputas eleitorais”, onde verificou “as formas encontradas pelo PSOL para se consolidar na cidade como principal partido de oposição, analisando suas estratégias de mobilização e formação, que em tese abarcam tanto militantes orgânicos do espectro de esquerda mais tradicional, quanto grupos diferentes daqueles que tradicionalmente optariam por partidos de esquerda mais clássicos. O partido não possui uma base sindical e/ou nenhum outro organismo que dê sustentação para as ações do partido, apesar de dialogar com várias dessas estruturas. A base do PSOL é composta majoritariamente por jovens pertencentes aos setores universitários e secundaristas e vários grupos que representam o que denominamos de minorias. Nesse mosaico de atores políticos é possível perceber feministas, movimento LGBT, Movimento de Mulheres, Movimento Negro e demais grupos minoritários atuantes no Rio de Janeiro. Uma interessante conexão para a formação de base de um partido político. Assim, é possível afirmar que o PSOL surge como uma nova forma de fazer política a partir do rearranjo de movimentos sociais, juventudes e novas práticas?” .

 

Ederson Duda da Silva, graduando da FESPSP, falou sobre “As bases da nova direita: estudo de caso do Movimento Brasil Livre na cidade de São Paulo (2014-2016)”, sua pesquisa que trata sobre “tal fenômeno a partir de dois pontos que entende serem cruciais para a análise desse movimento: primeiramente por meio de uma digressão teórica-histórica onde investigaremos o realinhamento político ocorrido na eleição de 2006 (SINGER, 2012) e as transformações socioeconômicas que modificaram a estratificação social brasileira, pois entendemos que tal processo redefinais das relações de classe na sociedade brasileira; o segundo ponto nos leva a compreender o surgimento do Movimento Brasil Livre que acreditamos ser um dos principais grupos formados nessa conjuntura de grandes manifestações populares, com um número grande de pessoas indo às ruas para manifestações. Como metodologia primeiramente utilizaremos de recursos da análise bibliográfica e construção teórica e, posteriormente,  iremos investigar os dados surveys das pesquisas realizadas pelo instituto Datafolha e pelo grupo da USP Gpopai, coordenado pela Profª Ester Solano (Unifesp) e pelo Profº Pablo Ortellado (USP), durante as manifestações chamadas pelo MBL, comparando-os com os dados da pesquisa realizados em 2015 pela Fundação Escola de Sociologia e Política, coordenada pelo Profº William Nozaki - que traça o perfil sociopolítico dos moradores da cidade de São Paulo -, a fim de compreender o perfil socioeconômico dos manifestantes presentes nos atos de direita na cidade de São Paulo (2014-2016)”.

 

“O lobby do setor financeiro nos retrocessos do governo Temer” foi o tema de pesquisa apresentado pelo graduando Daniel de Almeida Soares, da FESPSP, em que aponta: “Desde 2012, a cruzada do setor financeiro contra os avanços sociais, conquistados arduamente ao longo da história recente do Brasil, tem gradativamente se intensificado. No governo Dilma, quando Mantega exigiu a redução dos spreads bancários, a reação dos banqueiros foi imediata. Os bancos privados acusaram o governo de excesso de intervencionismo e tentaram resistir, mas cederam perante a (ainda) alta aprovação da presidenta e a concorrência dos bancos públicos que tiveram seus spreads compulsoriamente reduzidos pelo Ministério da Fazenda. Ademais Dilma e Mantega negociaram com Tombini (então presidente do BC) a queda dos juros (SELIC), deixando-a em 7,25% ao ano, sendo a menor taxa desde 1996. Em 2013, Dilma decretou uma diminuição nos custos da energia, enraivecendo ainda mais os investidores e acionistas das empresas deste setor. Ficava claro naquele momento que, no governo Dilma, os bancos e os rentistas não teriam mais o mesmo poder de outrora, e que, pela primeira vez desde a retomada da democracia no país, alguém desafiava sua absoluta hegemonia. O resultado foi uma reação feroz (e bem sucedida) do mercado para derrubar a presidenta”.

 

Seminário FESPSP 2017

Tradicional no calendário de eventos de pesquisas acadêmicas, o Seminário FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo) na edição 2017 discutirá as Incertezas do Trabalho, em um momento singular na política nacional e no cenário global, em meio a discussões de Reformas Trabalhistas e Previdenciárias em vários países e à aproximação de uma 4ª Revolução Industrial, que já está mudando a forma como lidamos com o trabalho, de formas positivas e negativas. As Conferências, os minicursos, os grupos de trabalho e as reuniões da Cicla das 5 acontecerão entre os dias 2 e 5 de outubro, no campus FESPSP (Rua General Jardim, 522 – Vila Buarque – São Paulo/SP). Saiba mais sobre a programação e as inscrições aqui.




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