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#SeminarioFESPSP

05/10/2017

GT01 – Antropologia Urbana: terceira mesa.

Na última mesa, coordenada pela professora Isabela Oliveira, cinco pesquisadores apresentam seus trabalhos.

As atividades do Seminário FESPSP 2017 chegaram ao fim, neste ano discutimos As Incertezas do Trabalho. Na última reunião do Grupo de Trabalho 01, na quinta-feira, 5 de outubro, os pesquisadores Ruan Azevedo, Sofia Cherto (FESPSP), Flávio Daiji Kishigami (USP), Weslei Pinheiro Maciel (Unifesp) e Bianca Alcântara (FESPSP) submeteram seus trabalhos para discussão. A mesa foi coordenada pela professora Isabela Oliveira, da FESPSP. Ana Letícia Fiori, antropóloga e doutoranda da USP, foi convidada para debater os temas desta mesa.

 

Em sua pesquisa intitulada “Imagens de mulheres que energizam o bairro do Bixiga”, Ruan Azevedo falou sobre “O bairro está divido em Alto do Bixiga e Baixo do Bixiga. No alto Bixiga, acontece a festa religiosa mais popular e movimentada da cidade: A Festa de Nossa Sra. Achiropita. No mês de Agosto, a região fica lotada de fieis, curiosos e visitantes. Entre as missas em homenagem à santa ocorre uma grande festa culinária. Se pensarmos o Bixiga como bairro liminar que não existe nas fronteiras oficiais da cidade, este contraste de opostos complementares femininos, ganha força nas margens. Mas se pensarmos no mapeamento oficial da cidade onde o Bixiga não existe e o bairro, então, é Bela Vista: a imagem da Achiropita encorporada em seu templo de agregação e ordem vai se contrapor à imagem de Lina Bo Bardi encorporada no MASP, centro de força das manifestações da cidade.

 

Já a graduanda Sofia Cherto (FESPSP) dissertou sobre “Identificação do não-lugar do imigrante em filmes no Norte-geopolítico”, onde escreveu “Acreditamos que Jacques Aumont, ao definir o trabalho do cinematógrafo como “captador de atmosferas” (2004, p.71) abriu espaço para a análise de filmes a partir do método etnográfico. Tendo este autor como base, realizamos um estudo comparativo de oito filmes feitos entre 2006 e 2016 que tem como temática comum protagonistas da geração millenial, e a imigração de indivíduos de países do Sul ao Norte-geopolítico. Buscando identificar nestes a presença (ou a ausência) do que chamaremos aqui de “solidão do estrangeiro”, nos debruçaremos sobre globalização e cidadania no século XXI focando nos impactos subjetivos do subdesenvolvimento nas trajetórias de cada personagem”.

 

Flávio Daiji Kishigami, mestrando da USP, falou sobre o “Bairro da Liberdade: cultura como parque temático”, sua pesquisa que trata sobre “O bairro da Liberdade é uma referência no turismo na cidade de São Paulo, pois possui uma vocação turística – turismo étnico – que atrai um grande número de visitantes durante toda semana e um número ainda maior em datas festivas relacionadas à cultura asiática, em especial a cultura japonesa e chinesa. A atividade turística tem a capacidade de gerar empregos e renda, pois envolve inúmeros setores da economia, mas assim como qualquer atividade econômica não planejada, se torna predatória”.

 

“Musicacidade brasileira: notas para o estudo das representações da cidade da música” foi o tema de pesquisa apresentado pelo mestrando Weslei Pinheiro Maciel, da Unifesp, em que toma “a música enquanto uma produção mimética que carrega em si uma representação da realidade e expressa conceitos e imagens sociais. Teremos como enfoque o delineamento de uma pesquisa que tentará analisar a representação das cidades na música brasileira, passeando pelo sertanejo, rap, MPB, Funk e demais estilos musicais. Acreditamos que os estilos musicais representam o imaginário de um determinado grupo social, geralmente do espaço social onde  música foi produzida, a composição acaba por expressar uma espécie de capital de origem. Tentaremos esboçar então, por meio da música, a ideia de cidade que cada grupo social tem e expressa. Tentaremos então demonstrar algumas notas de como a música e seu conteúdo podem ser utilizados para construção do saber e coleta de representações coletivas da realidade”.

 

Bianca Alcântara, graduanda da FESPSP, falou sobre “Pixação na Bienal de Artes: Quando a reunião torna-se urgência”, sua pesquisa que trata sobre “as ações que levam a pixação, avaliando os possíveis desdobramentos sociais causais, por meio da análise da pixação no espaço vazio da Bienal de Artes de São Paulo, no ano de 2008. Para isso, serão levantadas as pixações feitas, sem consentimento da instituição, em uma área vazia, porém expositiva, da própria Bienal. Para embasar essa análise, serão utilizados estudos que abordam questões relacionadas às intervenções urbanas, bem como, a aproximação sobre a discussão do que pode ser considerado arte ou não e as diversas possibilidades de representações ligadas ao universo da pixação por meio dos conceitos utilizados por José Guilherme Magnani e Walter Benjamin”.

 

Seminário FESPSP 2017

Tradicional no calendário de eventos de pesquisas acadêmicas, o Seminário FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo) na edição 2017 discutirá as Incertezas do Trabalho, em um momento singular na política nacional e no cenário global, em meio a discussões de Reformas Trabalhistas e Previdenciárias em vários países e à aproximação de uma 4ª Revolução Industrial, que já está mudando a forma como lidamos com o trabalho, de formas positivas e negativas. As Conferências, os minicursos, os grupos de trabalho e as reuniões da Cicla das 5 acontecerão entre os dias 2 e 5 de outubro, no campus FESPSP (Rua General Jardim, 522 – Vila Buarque – São Paulo/SP). Saiba mais sobre a programação e as inscrições aqui.

 



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